sexta-feira, 3 de julho de 2009

Prego batido, ponta virada?



Caros amigos,

Passei por aqui, para contar sobre uma grande vitória para os que defendem os direitos humanos. Hoje a executiva estadual do PT, em coletiva `a imprensa pernambucana, informou sobre o parecer do Procurador Geral da República, Antonio Fernando Barros e silva de Souza, referente ao pedido de federalização do inquérito e julgamento do caso do assassinato do companheiro Manoel Bezerra de Mattos Neto, advogado de 44 anos, militante dos direitos humanos, defensor dos trabalhadores e vice-presidente estadual do PT/PE, executado em uma casa de praia em Pitimbu, na Paraíba.

O procurador propõe ao Superior Tribunal de Justiça seja o pedido autuado como incidente de deslocamento de competência (federalização), ou seja, a investigação seja feita pela Polícia Federal e o julgamento pela Justiça Federal e que se estenda a apuração e repressão ao grupo de extermínio atuante na divisa dos Estados da Paraíba e Pernambuco, em toda sua dimensão.

Estavam presentes na coletiva a deputada estadual Tereza Leitão, presidente em exercício da executiva estadual do PT, Deputado Federal Fernando Ferro, Vereador de Olinda, Marcelo Santa Cruz, representante do Movimento Nacional dos Direitos Humanos, Gilson Guimarães, da executiva estadual do PT, a Senhora Nair Ávila, mãe de Manoel Mattos, Manoel Moraes, reconhecido militante dos Direitos Humanos, dentre outros.

A decisão do Procurador Geral da República e inédita, em referência a um caso de assassinato de um militante dos direitos humanos no Brasil. Uma grande conquista de todos que atuam nessa causa. Esperamos que o Superior Tribunal de Justiça decida pela federalização de todos os casos que envolvam defensores dos direitos humanos. Continuemos na luta! Para que no final, como afirmava Manoel Mattos, seja prego batido, ponta virada.

Manoel Mattos vive!!!


Foto:Angela Morais

Gilson Guimaraes, Dep. Fernando Ferro, Dep Tereza Leitao, Sra. Nair Avila e o Ver. Marcelo Santa Cruz.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Violência em Audiência Pública

Nesta quarta-feira, dia 01 de julho, estive na cidade de Moreno convidado pelo vereador do PT, Professor Joaquim, representando o Parlamento comum Metropolitano, onde seria realizada Audiência Publica, intitulada “Incinerador de Resíduos de Saúde”, promovida pelo CPRH (Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos), Governo de Pernambuco e Grupo Atento Soluções Ambientais, que tinha como “objetivo” apresentar para a sociedade de Moreno, o resultado do estudo e relatório de impacto ambiental da instalação da empresa para incineração de resíduos sólidos de saúde, (lixo hospitalar) . A audiência foi suspensa pelo diretor- presidente do CPRH, Dr. Hélio Gurgel Cavalcante, depois da manifestação popular em protesto à forma como a audiência foi organizada e apresentada para os munícipes daquela cidade. Destacamos vários problemas que levaram a população a protestar:
a) O auditório do SESC / Moreno, local da audiência, estava tomado por pessoas de outros municípios, (todas uniformizadas) levadas pelos organizadores, não permitindo a entrada da população, o que gerou conflito e pancadaria com os seguranças da empresa privada, presente no local. A polícia militar foi chamada para conter os ânimos;
b) Os vereadores da cidade foram informados que não poderiam se inscrever para opinar na audiência pública e foram impedidos de entrar.
Diante do exposto, fica claro que a audiência perdeu seu caráter público, pela falta de critérios democráticos, e portanto, como observador do evento, parabenizo os moradores de Moreno presentes e a todos os 10 vereadores que se manifestaram contrários à situação, não permitindo a continuidade dos trabalhos e garantindo a participação popular. Mais uma vez fica provado que o poder do povo pode mudar uma realidade.



Primeira foto: manifestantes presentes no auditório.
Segunda foto: Vereadores discursando para o público.