quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A FORÇA DA ORGANIZAÇÃO COMUNITÁRIA I.

Em reunião com moradores do janga, mais precisamente das ruas Palmerina, Humberto Pimentel Costa, José Francisco de Santana e adjacências, tive contato direto com o sofrimento da população daquele local. Dentre os muitos e variados problemas que todos reclamam e reivindicam há muito tempo, como falta de segurança, coleta de lixo precária, iluminação pública deficiente, ruas esburacadas, existe um grande problema que é o acesso da Avenida Mane Pá até o terminal de ônibus do Conjunto Beira-mar e vice-versa. Sempre no inverno todos os moradores sofrem ao tentarem sair de casa para o trabalho ou para o comércio local. Após conversarmos em reunião com alguns representantes da comunidade, como o senhor lenivaldo Antonio da Costa, Lallo Levyston, João Ferreira, Maria das Graças Figueiredo, Ladjane Alves, Aluízio da Silva Figueiredo, Evandro, Arlindo Luiz Cavalcante, Sandro Martins Pereira, Waldeck Alcoforado e Antonio Simplício da Silva, combinamos e agendamos encontro com o Secretário de Obras e Serviços Públicos, Laércio José da Silva. Hoje, quarta-feira, dia 05 de agosto, nos reunimos com o secretário, com a presença dos moradores, Lenivaldo Antonio da Costa, Sandro Martins Pereira e Carlos Alberto de Carvalho.
No diálogo com o secretário, todos apresentaram os problemas já citados, e o secretário concordou e se comprometeu em solucionar primeiramente o que foi eleito como prioridade pelos moradores, que é melhorar o acesso de pedestres e veículos, ao longo da rua Palmerina. Para as outras reivindicações foi discutida a criação de uma agenda comum, para buscar soluções. Ficaremos no aguardo e continuaremos fiscalizando...

O povo de Moreno não quer!!!

Foi 04 de agosto, terça-feira, na Câmara de vereadores de Moreno, região metropolitana do Recife, um grande dia! Sem dúvida, a população presente na Audiência Pública com o tema “Resíduos Sólidos Hospitalares”, promovida pelo Parlamento Comum Metropolitano, concorda comigo. O evento teve início com a apresentação dos representantes da empresa Atento, que fizeram uma exposição sobre o projeto de implantação de um incinerador de “lixo hospitalar”. O vereador de Moreno, professor Joaquim, apresentou os problemas da possível instalação do incinerador e alertou que incineração não resolve todo o problema dos resíduos sólidos hospitalares. Mostrou ainda, pesquisas feitas pelo grupo Greenpeace, sobre os impactos dos poluentes de lixo na natureza e na vida de todos. Afirmou que Moreno é área de preservação de mananciais e explicou o impacto ambiental caso haja a incineração dos resíduos sólidos da saúde naquela cidade. O parlamento metropolitano tem na sua agenda de discussão, o problema do destino dos resíduos sólidos na região metropolitana e em maio deste ano, durante audiência pública sobre o destino dos resíduos sólidos na RMR, em Paulista (15 maio), estiveram presentes vereadores de toda a região e relacionamos algumas sugestões para o governo do Estado de Pernambuco.



Público da audiência em Moreno.

Alguns vereadores da Região Metropolitana.

Memória
Nossa participação no evento de Moreno, teve início com a audiência pública promovida pelo CPRH, para apresentar o relatório de impacto ambiental sobre o incinerador para a sociedade de Moreno. Na condição de representante do Parlamento, estive na referida audiência e constatei o conflito ocorrido, motivado pela proibição da população local de entrar no auditório e como resultado final, o adiamento da audiência pública. O Parlamento metropolitano foi informado do conflito e da necessidade de dar continuidade ao debate sobre o lixo na cidade de Moreno, a convite do vereador professor Joaquim.



Problema Metropolitano
Os conflitos relacionados ao destino dos resíduos sólidos da região metropolitana e atualmente manchetes nos meios de comunicação, são marcados pelos conflitos políticos e socioambientais, por isso, acredito que a solução está na efetivação de um plano estadual para resolver questões que são maiores que qualquer município da RMR. O transporte público é o exemplo de uma política estadual gerida pelo Consórcio Grande Recife. Por quê não podemos utilizar o mesmo mecanismo para o destino do nosso “lixo” metropolitano?