sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Paz ambiental e social: o grande desafio do século 21


‘Paz Ambiental: pensando local, agindo de forma global’. Este foi o tema apresentado pelo biólogo, ambientalista e vereador do Paulista, Fábio Barros, na noite desta sexta-feira (21/10), em Santa Cruz do Capibaribe, no agreste de Pernambuco. A apresentação está na programação do projeto Paz pela Paz, promovido pelo Movimento pela Paz e Não-Violência - MovPaz da cidade de Santa Cruz. O encontro, que acontece hoje (21/10) e amanhã (22/10), no Espaço de Eventos da Comunidade Divina Misericórdia, no bairro Nova Santa Cruz, faz parte das comemorações ao Dia Municipal da Paz, que contará também com a participação do coordenador nacional e idealizador do MovPaz, Clóvis Nunes.

Conceito de sustentabilidade e conscientização da população foram um dos aspectos abordados na apresentação do ambientalista Fábio Barros. “Não existe um ambiente equilibrado com paz ambiental sem que exista paz social. Este é o grande desafio deste século”, disse. O biólogo também destacou a importância de atividades conjuntas entre empresas e ações políticas sustentáveis para que possamos atingir a desejável ‘Paz Ambiental’. “A paz não acontece sem ação. Ela faz parte do desejo de toda comunidade em atingir o bem estar coletivo. A paz é uma construção coletiva”.

Além de ações sustentáveis, outra consideração importante que foi destacada pelo ambientalista é o esclarecimento da população sobre conceitos de sustentabilidade, como por exemplo, conviver com a natureza, utilizando os recursos necessários a sobrevivência e que não comprometam o equilíbrio do meio ambiente. “O ser humano faz parte da natureza e precisa ter consciência de que as suas ações locais podem interferir no meio ambiente de forma regional. Nós precisamos investir no meio ambiente com preocupação sócio ambiental”, disse o biólogo.

A programação do projeto Paz pela Paz em Santa Cruz do Capibaribe continua amanhã (22/10) com a participação do coordenador nacional e idealizador do MOVPaz, Clóvis Nunes, além de atividades artísticas e culturais.


Projeto Paz pela Paz – MOV Paz Santa Cruz do Capibaribe
Local: Espaço de Eventos Divina Misericórdia - Bairro Nova Santa Cruz, em Santa Cruz do Capibaribe/Pernambuco

Sábado, 22 de outubro

Hora:
14h
Apresentações: Grupo Maracatu Capibaribe
Palestra: Coordenador Nacional do MovPaz Clóvis Nunes 

Fábio Barros participa do Movimento pela Paz no Agreste


O biólogo e vereador do Paulista, Fábio Barros, participa nesta sexta-feira (21/10) do projeto Paz pela Paz, promovido pelo Movimento pela Paz e Não-Violência - MovPaz da cidade de Santa Cruz do Capibaribe -, no agreste setentrional do estado de Pernambuco. O encontro, que acontece hoje (21/10) e amanhã (22/10), faz parte das comemorações ao Dia Municipal da Paz. O coordenador nacional e idealizador do MovPaz no Brasil, Clóvis Nunes, também participa do evento neste sábado (22/10).

Oficinas, palestras, atividades artísticas e culturais fazem parte da programação do projeto Paz pela Paz, que vai acontecer no Espaço de Eventos da Comunidade Divina Misericórdia, no bairro Nova Santa Cruz. Na tarde desta sexta-feira (21/10), em entrevista a Rádio Comunidade FM de Santa Cruz do Capibaribe, o ambientalista Fábio Barros falou sobre a importância de fazer a população compreender que o tema ‘Paz Ambiental’ faz parte do processo de construção da paz e da melhoria da qualidade de vida. “O ser humano faz parte da natureza e precisa ter consciência de que as suas ações locais interferem no meio ambiente”, disse o biólogo. 

Paz Ambiental: agindo local, pensando de forma global’ será o tema da palestra do ambientalista Fábio Barros, dentro da programação do Projeto Paz pela Paz em Santa Cruz do Capibaribe, nesta sexta-feira (21/10). "A construção da paz social e ambiental serão temas tratados durante o evento neste final de semana", explicou a coordenadora do MOVPaz em Santa Cruz, Lúcia Nascimento.


Projeto Paz pela Paz – MOV Paz Santa Cruz do Capibaribe
Local: Espaço de Eventos Divina Misericórdia - Bairro Nova Santa Cruz, em Santa Cruz do Capibaribe/Pernambuco

Sexta-feira, 21 de outubro
Hora: 19h
Apresentações: Banda Novo Século, Pastoril da Boa Idade
Palestra: Biólogo e ambientalista Fábio Barros

Sábado, 22 de outubro
Hora: 14h
Apresentações: Grupo Maracatu Capibaribe
Palestra: Coordenador Nacional do MovPaz Clóvis Nunes

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Obras de controle da erosão costeira: erros e acertos

Recuperação da duna frontal na praia do Icaraí após a construção do Bagwall
O problema da erosão resulta essencialmente de um conflito entre um processo natural, o recuo da linha de costa, e a atividade humana, a solução do problema passa necessariamente pela questão do uso do solo na zona costeira. As Tentativas de se estabilizar a posição da linha de costa através de obras de engenharia a exemplo de quebra-mares, espigões, enrocamentos, etc., tem se mostrado ineficientes em controlar o fenômeno, e geralmente implicam na destruição da praia recreativa. Entretanto em alguns casos extremos esta é a mais efetiva e rápida maneira de defesa do patrimônio público ou privado. 

A posição da linha de costa é afetada por grande número de fatores, alguns de origem natural e intrinsecamente relacionados à dinâmica costeira, tais como balanço de sedimentos, variações do nível relativo do mar, dispersão de sedimentos, tempestades, etc., outros relacionados a intervenções humanas na zona costeira que são obras de engenharia, represamento de rios, dragagens etc..

As obras de engenharia para controle da erosão costeira no Brasil têm sido feitas de maneira expontânea e desordenada, a partir de intervenções de proprietários individualmente ou através de municípios, normalmente após o problema já ter atingido proporções alarmantes. Estas intervenções desordenadas normalmente se dão através de colocação de muros e espigões nas áreas criticamente atingidas, normalmente implicando no dispêndio de somas elevadas e em prejuízo estético considerável. Em áreas já densamente ocupadas como as regiões metropolitanas, pouco pode ser feito em termos de zoneamento ou disciplinamento de uso do solo, para fazer frente ao recuo da linha de costa. Nesta situação a estabilização da linha de costa através de intervenções de obras de engenharia terão de ser implementadas. Estas obras são geralmente dispendiosas, e ainda que não constituam uma solução adequada para o problema, são inevitáveis tendo em vista a necessidade de se proteger a propriedade. Estas obras de estabilização por vezes causam efeitos adversos, dentre os quais, pode-se citar a eliminação da praia recreativa, na maioria dos casos de obras de engenharia rígidas.  Isto pode ser claramente observado em várias capitais da região Nordeste do Brasil a exemplo de Recife e de Fortaleza.

Embora muitas intervenções que visam o controle da erosão da linha de costa tenham encontrado mais insucessos do que sucessos, nos últimos oito anos o uso do dissipador de energia Bagwall no litoral do Nordeste do Brasil, tem demonstrado sua eficácia no controle da erosão costeira em áreas urbanizadas, principalmente pelos efeitos positivos dando acessibilidade a população à praia recreativa, e promovendo a recuperação ecológica da praia nos locais onde foram implantadas.