sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Especialistas querem que iniciativa privada ajude a implementar política de resíduos sólidos


Após 2014, o Brasil não poderá mais ter lixões 
O sucesso da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), criada pela Lei 12.305/2010, depende de uma participação mais efetiva da iniciativa privada e dos municípios. A opinião é de especialistas no assunto que participaram de um workshop sobre soluções e tecnologias para gestão integrada de resíduos sólidos promovido, na última quinta-feira (18/10), na capital fluminense.
Além disso, há consenso entre os participantes do evento, promovido pelo Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM), de que, sem incentivos fiscais, capacitação dos gestores e conscientização ambiental de todos os envolvidos, a lei corre o risco de não sair do papel.

Maurício Sellos, coordenador do Programa Jogue Limpo iniciativa de logística reversa da cadeia de lubrificantes, que recolhe e recicla embalagens usadas desse tipo de produto, defendeu a responsabilidade compartilhada na cadeia de gestão de resíduos sólidos. Também cobrou recursos para promoção da indústria da reciclagem.
“São necessários incentivos fiscais para a cadeia, para quem faz a logística, para quem recicla e para quem consome o material reciclável, do contrário, poderemos ter um volume grande de material reciclado, mas não ter sua utilização”.
Para o professor e pesquisador Fernando Antonio Santos Beiriz, da Universidade Federal Fluminense (UFF), grande parte dos municípios do país ainda não está sensibilizada para a necessidade de planejar a gestão dos resíduos sólidos. “Também falta estrutura em muitos municípios e o prazo está correndo. Com algumas exceções, a participação dos municípios ainda é muito tímida nesse sentido”.
Após o dia 2 de agosto de 2014, o Brasil não poderá mais ter lixões, que serão substituídos pelos aterros sanitários. Além disso, os resíduos recicláveis não poderão mais ser mandados para os aterros sanitários e os municípios que desrespeitarem a norma podem ser multados.
O desafio é grande: segundo o Ministério do Meio Ambiente, existem mais de 3 mil lixões no Brasil para serem fechados no prazo fixado na PNRS, e 60% dos municípios ainda jogam seus resíduos nesses locais.
No estado do Rio, com aproximadamente 15 milhões de habitantes, 20 mil toneladas de resíduos sólidos são produzidas por dia. Dos 92 municípios, 22 ainda destinam seus resíduos em lixões, muitos em esquemas de consórcio, que são atualmente oito no estado.
Segundo Pólita Gonçalves, gerente de Educação Ambiental do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), os consórcios - que envolvem mais de um município na gestão dos resíduos sólidos - têm sido fundamentais para a ampliação de coletas e armazenagens apropriadas de resíduos em aterros sanitários, por garantir redução de custos e mais qualidade do serviço.


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Em Alagoas, Fábio Barros participa de Fórum sobre erosão costeira


Representantes da prefeitura municipal também participaram

Nesta segunda (15/10), o vereador do Paulista Fábio Barros (PT), participou do Fórum de discussão sobre os benefícios da tecnologia de contenção de erosão marinha, o "Bag wall", no município de Barra de Santo Antônio, em Alagoas. O parlamentar também visitou obras de contenção no litoral alagoano, onde o uso da tecnologia do “Bag Wall” está minimizando os danos causados pelo avanço do mar. O encontro também contou com a participação do engenheiro responsável pelo projeto, Marco Lyra, e representantes da secretaria municipal do Meio Ambiente e Infraestrutura.

Praia de Barra de Sto. Antônio recuperada pelo "Bag Wall"
Este acompanhamento às obras do Bag Wall faz parte dos estudos realizados pelo vereador e biólogo, com especialização em Oceanografia, Fábio Barros, com intuito de encontrar a obra ambientalmente correta para a contenção marinha das praias da cidade do Paulista. “Uma série de fatores,, fizeram com que do total de 14 km de extensão das nossas praias, 7km estejam comprometidos com a erosão costeira”, disse Fábio Barros. Na ocasião, foram apresentados vídeos que mostram a situação de destruição em que se encontram praias da Região Metropolitana do Recife, a exemplo de Jaboatão dos Guararapes, Recife, Olinda e Paulista. O vereador Fábio Barros destacou a importância da recuperação do litoral urbano de Pernambuco para a área turística e ambiental da região. 

Confira na íntegra o vídeo "Até onde vai o mar?", que retrata causas e consequências do "avanço do mar" na Região Metropolitana do Recife:


  

Fábio Barros esclarece especulações sobre possível parceira entre PT-PSB


Nos últimos dias foram divulgadas diversas especulações em blogs regionais sobre possível parceria do PT com o PSB em Paulista. Na manhã desta terça-feira (16/10), o vereador Fábio Barros (PT) falou sobre o assunto durante entrevista concedida a Rádio Litoral FM, no programa Grito de Alerta com Abraão Anacleto.

“Sou dirigente estadual e municipal do Partido dos Trabalhadores, líder do PT na câmara de 
Vereadores e, portanto, integrante da executiva municipal do partido. Como dirigente tenho a responsabilidade de informar aos meus eleitores, filiados do partido e a toda população do Paulista, que disputamos a eleição municipal para vencer, tendo como candidato a prefeito, o petista Sérgio Leite. Obtivemos o apoio de 51 mil eleitores, confirmando, mais uma vez, que o PT é um partido forte e muito importante para a nossa cidade do Paulista, independente de resultados eleitorais. Quero esclarecer que, até o presente momento, não houve nenhuma discussão, por parte da direção do nosso partido, a respeito da aliança PT – PSB em Paulista. Atualmente, nós, do Partido dos Trabalhadores, estamos nos preparando para fazer uma avaliação do processo eleitoral 2012 com todos os nossos dirigentes, e principalmente com o companheiro Sérgio Leite. Essa discussão vai levar em consideração o posicionamento do nosso partido no estado, na Região Metropolitana do Recife, e conseqüentemente na cidade do Paulista. Dessa forma, após esta análise de toda a conjuntura política é que iremos definir o nosso futuro político”, disse Fábio Barros.